Os princípios e história da GNOME

Os princípios e história da GNOME

A Gnu Network Object Model Environment – mais conhecida por GNOME – trouxe elegância e uma navegação mais fácil aos computadores Linux. À semelhança do software de ambiente de trabalho desenvolvido pela Windows, a GNOME permitiu, a partir dr 1997, que os utilizadores navegassem mais facilmente entre janelas, sobrepondo-as e alternando facilmente entre elas.

Atualmente, funciona em sistemas UNIX ou semelhantes que até então tinham a sua navegação limitada a uma única janela. A versão mais recente – que poderá ser descarregada em breve gratuitamente – funciona. O objetivo principal continua a ser fornecer ao utilizador um conjunto de programas que agilizem o processo de navegação.

Tratando-se de um projeto de software livre, desenvolvido por uma fundação com o mesmo nome do software, a GNOME assume como palavras-chave do seu projeto: usabilidade, acessibilidade e internacionalização.

Um software livre pode ser executado, copiado, distribuído, estudado, alterado e melhorado por qualquer utilizador. A ideia é tornar mais simples uma navegação que até agora era considerada mais difícil, permitindo que cada programador faça a sua própria contribuição.

É por isso mesmo que o software se encontra dividido em duas partes: uma primeira parte reservada aos utilizadores finais, chamada de Ambiente de Trabalho GNOME, que é atraente e intuitiva; e uma segunda parte, a Plataforma de Desenvolvimento GNOME, que é usada por programadores que desejam melhorar o sistema.

Os princípios e história da GNOME

Os princípios defendidos pela GNOME são:

  • Liberdade: o utilizador é livre para criar um ambiente de trabalho e o código fonte estará sempre disponível para ser reutilizado.
  • Acessibilidade: a GNOME pode ser usada por qualquer pessoa, não importa quais as suas habilitações ou se possui deficiências físicas ou não.
  • Internacionalização: a acessibilidade implica que todos possam usar a GNOME. Por isso, é muito importante a internacionalização, manifestada através da disponibilização do software em vários idiomas.
  • Facilidade: qualquer programador interessado em fazer o seu contributo pode aceder ao código com facilidade.

A comunidade de programadores da GNOME conta tanto com voluntários quanto com empregados de várias empresas como a Hewlett-Packard, IBM, Mandriva, Novell, Red Hat, e Sun.

O projeto GNOME foi fundada em agosto de 1997 pelas mãos dos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quintero. A ideia era responder ao Windows 95, tarefa que os dois programadores consideraram ser capazes de responder. Juntos, os mexicanos desenvolveram então uma arquitetura de componentes gráficos para sistemas Unix chamada Bonobo.

Na época, Icaza considerou seriamente juntar o seu cérebro a projetos que já existiam e que tentavam responder à mesma dor. Falamos de projetos como o KDE (Qt), GNUstep, Wine e LessTif?. No entanto, as restrições e falta de avanços nos projetos deixou Icaza determinado a seguir o seu próprio rumo.